O instante


O som do silêncio

 

Silenciosamente, tagarelam

O silêncio não é ouvido nem sentido por muitos. No caso deles, os que deveriam ser os maiores ouvintes, do silêncio, da voz ou dos olhos, são aqueles que os deixaram. Num pequeno grupo de seis a oito senhores, imagino quantas histórias há, quantos pessoas estão envolvidas em suas vidas, o que fizeram e onde estiveram. Existe uma vivacidade orgânica pulsante em suas almas, mas ali, ela pouco se manifesta.

Podem não falar sonoramente, ou quando falam, fingimos que são infra-sons, inaudíveis para nossa frequência. Pior é não sentirmos o olhar, que clama atenção, ou quando já fatigado de gritar, se fecha.

 

Ao primeiro sinal de interação, não houve som, mas um sonoro sorriso.

Domingos nasceu em morou grande parte da vida em Londrina. Mudou-se para São Paulo, ele, mulher e filhos foram primeiro com algumas peças de roupa, a mudança - somente o básico - geladeira fogão e cama foram depois, de trem.

Trabalhou com frete, se cansou e passou a operar um caminhão betoneira

“Era preciso saber o que estava fazendo, chegava à construção e perguntava ao mestre de obras que tipo de concreto ele queria. Eu sabia pelo tempo que ficava na betoneira e pelo barulho da pedra que mudava”. Domingos fazia o que já quase não fazem por ele, OUVIR E SENTIR.

Ouvi muito pouco, apenas minutos, o suficiente para me silenciar.

 

The sound of silence

(Simon&Garfunkel)

 

Hello darkness, my old friend,
I've come to talk with you again,
Because a vision softly creeping,
Left its seeds while I was sleeping,
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence….

 

And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more.
People talking without speaking,
People hearing without listening,
People writing songs that voices never share
And no one dare
Disturb the sound of silence...

 

                                                      

 

 

                                                                               

 

 

                                                         

 

 

                                                         

                                                         Seo Domingos,64

                                                                                 

                                                  

                                                                                

 

                                                

                                                           



Escrito por Fabio Ciquini às 22h41
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O lutador

Fotos: Fabio Ciquini/Folha de Londrina

 

                                             

 

                                            

                                            

                                            



Escrito por Fabio Ciquini às 21h56
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Improvável sorrir

Texto e fotos: Fabio Ciquini/Folha de Londrina

À primeira vista se destaca a pobreza. Barracos de lona à beira do igarapé poluído, porcos fuçando utensílios domésticos, sacolas amontoadas no chão de barro, corpos denunciando a falta de comida. A fome, aliás, estampa o rosto da criança mais nova, até o ancião da comunidade.

Improviso e trabalho: A pobreza traz conseqüências físicas e psicológicas, mas o que essa gente humilde faz para dribla - lá impressiona. Seja um cozido de mocotó, cujo boi foi morto a tiros por capangas da fazenda, ou o cuidado que a mãe tem com o banho da criança, enquanto o pai constrói uma nova barraca. Enfrentando a árida vida de sem terra, em alguns momentos eles se esquecem das adversidades e sorriem.

Contavam-nos de como foram expulsos da fazenda e como os capangas destruíram as casas de alvenaria, ao mesmo tempo em que montavam novos lares de lona ao som de uma alegre música sertaneja. Havia ainda mais o que celebrar: o “churrasco” de mocotó ficaria pronto à noite e, como me disse a senhora que cortava o pé do boi, eles “matariam a vontade de comer carne”.

As franzinas crianças brincavam. Em nenhum momento se sentiram acanhadas com a presença da câmera fotográfica ou pareciam tristes. Felipe, 10, continuou a montar na sua bicicleta sem a roda traseira, fazendo de conta que se equilibrava. Luan, 5, continuava seu banho brincante no mesmo tanque em que a mãe lavava roupa. Joabe,4, era o mais falante: jogou bola, caiu no barro, tomou uma palmada da mãe, e foi direto para o chuveiro. Depois, com fome, comeu a mesma refeição que comia há 2 dias: arroz com fígado, e fez questão de exibir a bicicletinha que o pai dera a ele de presente.

Comiam e brincavam, como se o fígado fosse uma picanha e a velha bicicleta, novinha em folha.

Sorriam, como todas as crianças.



Escrito por Fabio Ciquini às 18h49
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Recomeçar

Texto e fotos: Fabio Ciquini/ Folha de Londrina

Depois de trinta dias de férias, e mais uns dez para embalar no trabalho e na minha dissertação, que tende a se tornar uma gravidez de elefante, volto a postar para os poucos que por aqui passam...rs

Já postei umas fotos de chuva há uns 2 meses, mas dessa vez é diferente. Tem chovido em Londrina há uns 5 dias, e o pior é que temporais castigaram famílias (claro que as mais necessitadas).

Fomos eu e minha amiga repórter Carol Avansini ver o estrago, maior na zona norte da cidade. Num bairro desta região, que até pouco tempo atrás era assentamento, a situação era de destruição. Barracos destelhados, árvores caídas, enfim, quase tudo desfavorável às pessoas, pelo menos era a nossa opinião..

Quando conversávamos com os moradores do bairro, estavam tristes sim, pois alimentos e roupas foram perdidos. Porém, em nenhum momento havia desânimo ou descrença em que conseguiriam se reestabelecer novamente, muitos já haviam passado por situações semelhantes outras vezes...O recomeço para eles é quase corriqueiro...

Por vezes nos sentimos pequenos e incapazes diante de situações em que devemos recomeçar... 

Mas navegar é preciso, mesmo que de forma imprecisa.

 



Escrito por Fabio Ciquini às 12h30
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Retratos, parte III

Fotos: Fabio Ciquini - Folha de Londrina

 

Adolescentes fugitivos do educandário de Londrina

Em tempos de gripe...

Júnior negão, ex-jogador da seleção brasileira de futebol de areia



Escrito por Fabio Ciquini às 21h06
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Em Londrina: 51,2 milímetros

Raindrops keep falling on my head, e o mesmo problema há anos!

Fotos: Fabio Ciquini - Folha de Londrina



Escrito por Fabio Ciquini às 19h00
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Sorvendo a vida

(semana mundial de aleitamento materno)

Fotos: Fabio Ciquini/Folha de Londrina

                                                                                                                      

 



Escrito por Fabio Ciquini às 18h05
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Não sou eu quem me navega

Foto: Fabio Ciquini/Folha de Londrina



Escrito por Fabio Ciquini às 20h39
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Retratos parte II

Fotos: Fabio Ciquini/Folha de Londrina

Agricultor paranaense tenta há mais de 20 anos se livrar de veneno proibido



Escrito por Fabio Ciquini às 12h50
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Retratos

Fotos: Fabio Ciquini/Folha de Londrina

Em homenagem ao dia dos bombeiros (02/07)

Nício Otani, produtor de seringueiras de Alto Paraná- Pr

Herbert Bartz, primeiro agricultor brasileiro a trazer o plantio direto dos EUA

"Seu" Gabriel, 90 anos dedicados ao campo



Escrito por Fabio Ciquini às 16h28
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Caiaque polo em Londrina

Fotos: Fabio Ciquini/Folha de Londrina

                                             



Escrito por Fabio Ciquini às 20h25
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Instantâneos da natureza

Fotos: Fabio Ciquini/Folha de Londrina



Escrito por Fabio Ciquini às 21h59
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Um pouco mais de esporte

Fotos: Fabio Ciquini/Folha de Londrina

 

 



Escrito por Fabio Ciquini às 14h17
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O futebol

Foto: Fabio Ciquini/ Folha de Londrina

 

Foto do goleiro do Nacional de Rolândia em jogo válido pelo campeonato paranaense



Escrito por Fabio Ciquini às 18h30
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bombeiro solitário

Fotos: Fabio Ciquini/Folha de Londrina



Escrito por Fabio Ciquini às 12h06
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